segunda-feira, 22 de março de 2010

Meu vício no site Strange maps

Bem, devo assumir meu vício e admiração pelo site www.strangemaps.wordspress.com. È um site que mapeia tudo, de pessoas a objetos. Além disso, disponibiliza mapas históricos que, além de serem obras primas, são representações culturais de povos e suas maneiras de enxergar e avaliar o mundo.

Por exemplo: Quando os estadunidenses não entendem uma língua, eles dizem que a pessoa está falando grego para ela. Partindo desse argumento, eles elaboraram um fluxograma que demonstra para outros povos as línguas ininteligíveis e qual a analogia que os mesmos fazem com uma determinada linguagem. Eis a seguir o referido fluxograma:


Outro exemplo é o seguinte argumento: E se a Alemanha não existisse? Eis o mapa



Como os franceses enxergam o mundo?



Como na prática é o Estado palestino? Um arquipélago no meio do mar de areia




Recomendo o site para que possamos refletir e principalmente observar como os mapas contam histórias e são essenciais para entendermos o mundo em que vivemos

Acessem: strangemaps.wordpress.com

segunda-feira, 8 de março de 2010

Os racistas são os outros. A polêmica das cotas raciais e a hipocrisia alheia.

Não sou fã de Jean Paul Sartre. O filósofo francês sempre privilegiou a História como ciência, negligenciando a Geografia. Mas ele dizia que “o inferno são os outros” e essa frase se encaixa como uma luva em relação ao debate sobre as cotas raciais em universidades.

Durante a semana passada, muito se falou, mas pouco se refletiu sobre as cotas para negros em universidades públicas. A discussão ficou restrita ao passado, mas a um passado subjetivo. Se os negros foram molestados ou mantinham relações consensuais com os colonizadores não sei dizer, talvez ambos, mas em minha opinião, isso é perfumaria. Refletir o passado para não cometer os mesmos erros no presente é o clichê da história que ambos os lados parecem ter se esquecido.

Engraçado, mas o racista sempre é o outro. Há opiniões enfadonhas para não dizer patéticas sobre a escravidão no Brasil. Os radicais do movimento negro chegam a refutar gênios acadêmicos como Gilberto Freire e Joaquim Nabuco, pelo que ambos publicaram sobre a relação entre colonizado e colonizador, mesmo sabendo que o que foi dito é verdadeiro.

Já outros defensores da “tradicional elite branca do país” dizem que as cotas raciais irão fomentar os conflitos étnicos, que há muito tempo, não ocorrem no país.

A democracia é uma benção. A mesma permite que opiniões e pontos de vista sejam explicitados, mesmo que as pessoas que o fazem não tenham a mínima idéia do que estão dizendo.

Sabemos que o racismo é o principal ídolo do nacionalismo e tem suas raízes lá no historicamente distante Paleolítico. Hoje, é o principal combustível das teorias da conspiração e das teses reacionárias.

Mas, ao criar cotas raciais na Universidade, estamos estabelecendo uma política racista e discriminatória. Os “especialistas” dizem que é uma discriminação positiva. Mas, então temos um paradoxo. Mas, se é uma discriminação, como pode ser positiva?

Por outro lado, é claro que os pobres (em especial os negros pobres) têm uma participação muito menor nas universidades públicas e que isso deve ser de certa forma, combatido.

É um assunto complexo demais para ser tratado como um maniqueísmo ou como uma briga entre “raças”. Se realmente quisermos discutir e criar políticas públicas afirmativas sejam elas quais forem, devemos primeiramente olhar para nós mesmos.

Devemos reavaliar nossos racismos e nossas visões de mundo. Nossos preconceitos e evitar nossas discriminações.

Se esse país quer ser levado a sério, deve aprender a analisar o seu passado, mas com um prisma voltado para o presente, ou seja, discutir aquilo que for realmente importante para evitar que os erros sejam repetidos e os acertos sejam mantidos ou não.

Para terminar deixo um trecho da Música “Amazing” do Aerosmith, em homenagem ao retorno desta grande banda.

“Talvez a luz no fim do túnel seja você”

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Um clássico do Richie Kotzen

Eis uma música maravilhosa  do genial Richie kotzen sobre o amor. Dedico a minha querida e amada Talita!!

A Woman & A Man

Um Homem E Uma Mulher

The light is dime, her pulse is racingA luz é uma moeda, a pulsação dela esta correndo
Her eyes meet his, no need for spoken words os olhos dela encontram os dele, não precisam de palavaras
The night is young, people are laughing A noite é uma criança, pessoas estão rindo
And in the corner a new love is happening E em algum canto, um novo amor está acontecendo
Everyone wants one thing money can't buyTodo mundo quer uma coisa que o dinheiro não pode comprar
Love won't come from working your day job O amor não virá de um dia de trabalho
And no criminal or rich man can beg, steal or borrow e nenhum homem criminoso ou rico pode suplicar, roubar ou emprestar
The love between a woman and a man o Amor entre uma mulher e um homem
He takes her hand as they dance to their song Ele pega a mão dela conforme eles dançam
She whispers to him "I been waited so long " ela sussura pra ele "Eu esperei por muito tempo"
Everyone wants one thing money can't buyTodo mundo quer uma coisa que o dinheiro não pode comprar
Love won't come from working your day job O amor não virá de um dia de trabalho
And no criminal or rich man can beg, steal or borrow e nenhum homem criminoso ou rico pode suplicar, roubar ou emprestar
The love between a woman and a man o Amor entre uma mulher e um homem
There's nothing true love won't bring youNão há nada que o amor verdadeiro não lhe trará
Two hearts as one is what we're craving Dois corações como um é o que nós desejamos fazer
To make it baby
Everyone wants one thing money can't buyTodo mundo quer uma coisa que o dinheiro não pode comprar
Love won't come from working your day job O amor não virá de um dia de trabalho
And no criminal or rich man can beg, steal or borrow e nenhum homem criminoso ou rico pode suplicar, roubar ou emprestar
The love between a woman and a man o Amor entre uma mulher e um homem
Everyone wants one thing money can't buyTodo mundo quer uma coisa que o dinheiro não pode comprar
Love won't come from working your day job O amor não virá de um dia de trabalho
And no criminal or rich man can beg, steal or borrow e nenhum homem criminoso ou rico pode suplicar, roubar ou emprestar
The love between a woman and a man o Amor entre uma mulher e um homem

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

7 passos para fazer sucesso com uma musica de axé

Como Fazer uma música de Axé

Para criar uma música de axé que alcance certo sucesso, é preciso seguir rigorosamente os passos que seguem a seguir:

1- Tem de haver referências à Bahia, em especial, a sua capital, Salvador. Além, claro, dos pontos turísticos soteropolitanos, como por exemplo, o Farol da Barra, Praça Castro Alves e o preferido dos “axereiros”, o Pelourinho, ou melhor, a sua contração nominal, Pelô.

2- As músicas também tem de ter coros onomatopéicos, em especial vocálicos, como OOOOOO ou EEEEE ou até mesmo, a mescla de vogais como OIIIEEEE ou AaaaEEEEEE.

3- Não se preocupe com a melodia ou ritmo das músicas. São sempre os mesmos acordes e andamentos e fique tranqüilo, pois não irão te processar por plágio, por dois contundentes motivos: Primeiro, existe um corporativismo baiano e segundo, eles não sabem realmente quem foi o primeiro a criar esses ritmos e melodias, portanto, é possível que o denunciante por plágio, acabe sendo considerado culpado pela mesma acusação.

4- Invente uma coreografia que acompanhe a música, pois assim, as pessoas não irão prestar atenção no que é dito pela música por estarem ocupados demais nos passos e gestos da coreografia.

5- Se você montar uma banda de Axé e for um homem, sempre exiba uma guitarra, mesmo que você não saiba tocar, pois o som da mesma dificilmente é audível. Agora se você é uma mulher, é necessariamente que você tenha um tom de voz muito parecido com o da Musa dos baianos. Refiro-me a Ivete Sangalo. Caso não tenha um tom de voz parecido com a referida cantora, procure ser alguém que use figurinos ligados aos das religiões afro-brasileiras e insira no meio das canções, trechos ligados a essas religiões.

6- Insira sem dó nem piedade palavras como festa, mulher, praia, ou seja, palavras que se refiram a situações de alegria, êxtase e gozo. Nada de coisas tristes ou temas sociais

7- Seja ou procure se tornar amigo de pessoas influentes no meio do axé, como por exemplo, Preta Gil. Eu sei que você pode até ódia-la, mas procure estar próxima dela e demonstre ser amigo da mesma. Ela tem contatos fortes na mídia fonográfica e você se dará bem.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Melhor maneira de saber noticias sobre o Haiti

Quem quiser saber das noticias de uma maneira mais abalizada, é só acessar o blog dos pesquisadores da UNICAMP, que estão in loco.

http://lacitadelle.wordpress.com/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Atentado a seleção de Togo, Conferência de Berlim e África.

Atentado a seleção de Togo, Conferência de Berlim e África. Quais as relações entre estes? Várias.

Semana passada, o ônibus da seleção de futebol do Togo, um pequeno país situado na costa Noroeste da África, sofreu um atentado a tiros, em que o ônibus foi metralhado por terroristas da região separatista de Cabinda, que busca a secessão de Angola.

Para que possamos entender o atentado, é preciso fazer um resgate histórico. Em 1884, a pedido do recém formado Estado-Nação alemão, foi realizada a chamada Conferência de Berlim, que tinha o objetivo de dividir os territórios africanos e asiáticos entre os países europeus. Nesta divisão, que foi feita com mapas do século XVIII e sem considerar as tribos e as suas respectivas distribuições espaciais, ficou definido que o Protetorado de Cabinda, ou Congo português, como os lusos chamavam, seria uma região autônoma sob controle português. Como tinha saída para o mar, os belgas, “donos” do Congo belga, que fazia fronteira com Cabinda, reivindicaram junto aos portugueses, uma parte do referido território para que o Congo Belga tivesse saída para o oceano.

Sendo assim, Cabinda foi novamente “retalhada” e passou a depender da permissão dos portugueses de Angola para ter acesso ao oceano. Com o fim da ocupação portuguesa a Angola em novembro de 1975, o país se tornou “independente” de Portugal e anexou Cabinda em definitivo, pondo fim ao Protetorado português. A partir de então, o famigerado território busca a secessão perante aos angolanos que passaram a enfrentar guerras civis dentro de seu território, para decidir que grupo étnico assumiria o controle do país.

Eis que na semana passada, Cabinda finalmente conseguiu o que sempre buscou. Reconhecimento internacional, graças ao atentado a seleção togolesa de futebol. E o que Togo tem ver com Cabinda? Nada. Simplesmente, deram “azar” de passar pelo território e foram bodes expiatórios para o conflito civil angolano.

A “culpa” disso tudo recai sobre a referida Conferência de Berlim e as fronteiras artificiais estabelecidas por burocratas que mal sabiam a diferença entre Estado e Nação.

Assim como o Oriente Médio, é impossível analisar conflitos étnicos na África sem pensar na referida conferência. A mídia se preocupa em revelar de forma muito superficial, certos conflitos mundiais. Cabinda é realmente uma região muito rica em petróleo e diamantes, mas o conflito é muito mais complexo e tem mais condicionantes do que estes.

A imposição da religião católica feita pelos portugueses em detrimento das religiões africanas, também é um condicionante importante na região. A rivalidade entre os Bantos angolanos e Zulus sul-africanos, o imperialismo dos sul-africanos em Angola, entre outros fatores, devem ser analisados para se entender a situação em Cabinda.

Enfim, para mais informações, acessem o link abaixo, que leva para o site oficial do governo de Cabinda. Vale a pena ler!! Está em português!!

http://www.cabinda.org/portugues.htm

domingo, 3 de janeiro de 2010

A volta dos Neomalthusianos

De maneira recorrente, alguns ambientalistas brasileiros ou não, voltam a pedir um controle de natalidade para diminuir a pobreza e a devastação ambiental. Sempre que o mundo está em “perigo”, os Neomalthusianos ressurgem das cinzas e do limbo, envocando o nome do Bispo inglês Thomas Malthus, o criador da corrente homônima. Para Malthus, a população mundial cresce em progressão geométrica (1,2,4,8,16,32,64...), enquanto a produção de alimentos cresceria em progressão aritmética(1,2,3,4,5,6,7,8,9,10....). O bispo inglês também dizia que é impossível “crescer infinitamente em um espaço finito”.
Os “novos” malthusianos de acordo com o Wikipédia acreditam que “uma população numerosa seria um obstáculo ao desenvolvimento e levaria ao esgotamento dos recursos naturais, ao desemprego e à pobreza. Afirmam também que é possível melhorar a produtividade da terra com uso de novas tecnologias, e que é possível reduzir o ritmo de crescimento da população através do planejamento familiar.”.
Essa teoria ela tem um apelo quase que lógico, correto? Afinal, os recursos naturais são finitos e a população não cansa de crescer e isso futuramente, irá levar o planeta a um colapso, correto? Errado.
Projeções mostram que a população mundial está em uma fase de estagnação e que nos anos a seguir, a mesma tende a diminuir. Mas como? Simples, ao contrário do que pensam os Neomalthusianos, o crescimento populacional é a conseqüência da pobreza e não a sua causa.
A partir do momento em que a educação, os métodos contraceptivos, a saúde, saneamento, acesso a trabalho ocorrem, a população de um determinado local tende a diminuir.
Em um mundo globalizado, essas teorias se espacializam de forma específica em determinados países. A Índia e o Bangladesh, por exemplo, são países que sofrem e sofrerão ainda mais com o excesso de população, que se prolifera em péssimas condições de saúde. Já a Rússia, perde 500.000 habitantes por ano e também sofre de maneira inversa dos problemas populacionais. Países como a China, que através de um rígido método de controle de natalidade, sofre da chamada “Síndrome do Filho Único”, que desequilibra os gêneros de sua população.
Enfim, para fechar, não devemos generalizar ou particularizar fenômenos que nos atingem de maneira global. Os ambientalistas às vezes esquecem que, o país que mais consome recursos agrícolas do mundo são os Estados Unidos, que tem uma população de 300 milhões de habitantes, ou seja, menos de um terço da China, que é o mais populoso. Outra coisa obvia é que não faltam alimentos, mas sim uma melhor distribuição dos mesmos. Achar que diminuindo a população, irá poluir menos é burrice. Uma criança estadunidense consome diariamente comida que seria capaz de alimentar 6 indianos e 10 bengalis. É preciso rever conceitos culturais, econômicos e principalmente, políticos e não simplesmente imbutir a culpa no crescimento populacional.
Aliás, não nos esqueçamos que o Ser Humano faz parte do Meio Ambiente. Então, antes de se preocupar com o Urso Polar que vê sua casa derreter, se preocupe com a criança que não tem nem gelo para chupar e “enganar” a fome.