Assim que acabei de assistir ao maravilhoso filme argentino “O Segredo dos Seus Olhos”, me peguei pensando: É incrível como a paixão, ou a falta da mesma, comanda nossa existência. O Ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, ao longo de suas duas horas de projeção, nos brinda com perspectivas e pontos de vista ligados a esse sentimento, desde a falta de coragem do personagem principal de declarar o seu amor a sua superiora, até o álcool como à motivação passional de seu melhor amigo.
O que mais impressiona nesta obra prima de Campanella, é a simplicidade dos personagens e por conseqüência disso, o carisma dos mesmos que, se tornam figuras tão reais para nós ao longo da projeção, que passamos a torcer por alguns e querer o sofrimento de outros.
Além de contar com um roteiro que oscila muito bem entre a comédia, drama e é claro, o romance, de uma forma muito natural e sem soar piegas ou até mesmo, melodramático. Claro, que é possível perceber referências a Ditadura e a corrupção, mas cabe ressaltar, a paixão.
Como se consegue viver após perder tudo que lhe trazia a vontade de estar vivo? Como se esquece ou se afasta de uma paixão? Todos os personagens do filme são vítimas de suas paixões, desde o marido que teve sua esposa assassinada de forma cruel, passando pelo assassino, que foi capturado pela sua fragilidade perante a sua paixão e por fim, o personagem de Ricardo Darin, que apesar de passar tanto tempo, não consegue se esquecer ou até mesmo, viver sem a sua paixão.
Filme pra ver, rever, pensar e repensar como uma vida sem paixão é uma vida cheia de morte. Em um determinado momento do filme, passamos a entender que tudo que um personagem quer é ser morto, mas como não encontra uma maneira de atingir seu objetivo, passa a morrer em vida.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
A China, o Google e os valores culturais alheios
A China está em uma encruzilhada ou a mídia internacional nos faz pensar que esteja? Perdoem o trocadilho, mas o Império do Meio nunca esteve tão em cima do muro como agora. Estamos falando de uma potência que a cada 10 anos, desde 1978, duplica o seu PIB, graças a uma ditadura política baseada na meritocracia. Sim, fazer um país crescer economicamente é muito mais fácil em uma ditadura do que em uma democracia, isso é fato. Mas quem disse que a China não é democrática? A democracia é um ponto de vista. Parag Khanna diz que a Palavra democracia em Mandarim tem a mesma pronúncia e escrita que a palavra porco. É consenso geral que se a China, um dia quiser ser um país desenvolvido, terá de ser uma democracia, mas qual modelo de democracia será adotado? O modelo ocidental ou o modelo oriental confucionista?”Toss the dices!!!” como diz Thomas Friedman
Estamos assistindo recentemente a um embate entre uma empresa transnacional de sistemas de informação e os censores informacionais chineses. Nesta batalha não haverá vencedores ou perdedores, pelo menos, não como estamos acostumados a assistir em conflitos bélicos. A “Teoria da Dell para a prevenção de conflitos” como diz Friedman, tem funcionado de maneira eficaz para evitar esses conflitos.
Deng Xiaoping aliou suas teorias liberais a uma estrutura política socialista maoísta, criando um regime singular, para não dizer paradoxal, de Ditadura democrática. A Meritocracia garante aos chineses, ascensão política e econômica a qualquer pessoa no partido comunista e isso gera renovação governamental (que é o problema cubano), a permanência e obediência ao sistema comunista.
O sistema de saúde, educação e segurança (outras heranças maoístas), garantem a satisfação, ou pelo menos, o conformismo dos chineses rurais (80% da população). È como se todas as coisas boas deixadas pelo socialismo fossem mantidas e as ruins, fossem alteradas de acordo com a lógica de mercado. Outra característica fundamental é a religião-filosofia confucionista, que molda desde conceitos religiosos, até morais e éticos chineses, criando uma cultura do coletivo e do trabalho para o bem da nação. Esses ideais Han estão sendo transmitidos (a força ou não) aos chineses não Han de forma bastante incisiva.
Não adianta as “estrelas” ocidentais protestarem pela libertação do Tibete, daqui a algumas décadas, não existirão mais tibetanos, mas chineses de origem tibetana e eles terão ascensão política e econômica, que não vão se importar em ser chineses. A diplomacia chinesa não conquista territórios, os compra, mas deixando os antigos “donos” serem acionistas minoritários, o que é uma vantagem para um povo, pois melhor ganhar pouco do que nada.
O nosso problema é querer ver a China de acordo com nossos conceitos culturais e históricos. Ao nos revoltarmos com a censura chinesa ao Google, estamos ao mesmo tempo, certos e errados. Porque acreditamos que devemos exportar nossos valores morais para o mundo e fazer destes, valores éticos. Pergunte a alguém miserável se ele prefere ter acesso a um sistema de saúde e educacão de qualidade ou direito a assistir televisão e ler jornais? Há prioridades mais prioritárias e à medida que essas prioridades são supridas, surgem outras e assim segue. Não defendo a censura, mas em um países com desigualdades abissais como a China e nosso , é difícil definir quais são as prioridades de cada individuo. Alguns chineses sentem necessidade de livre acesso a informação, mas para outros, isso está tão longe de suas ambições que, chega a ser desumano.
Para concluir, leiam se possível, várias opiniões acerca deste tema e procure você mesmo chegar a uma consideração, mas não tente chegar a uma conclusão. Isso é impossível. Acreditem em mim, a dúvida é muito mais inspiradora que a certeza. È preferível à dúvida coletiva a certeza particular.
Estamos assistindo recentemente a um embate entre uma empresa transnacional de sistemas de informação e os censores informacionais chineses. Nesta batalha não haverá vencedores ou perdedores, pelo menos, não como estamos acostumados a assistir em conflitos bélicos. A “Teoria da Dell para a prevenção de conflitos” como diz Friedman, tem funcionado de maneira eficaz para evitar esses conflitos.
Deng Xiaoping aliou suas teorias liberais a uma estrutura política socialista maoísta, criando um regime singular, para não dizer paradoxal, de Ditadura democrática. A Meritocracia garante aos chineses, ascensão política e econômica a qualquer pessoa no partido comunista e isso gera renovação governamental (que é o problema cubano), a permanência e obediência ao sistema comunista.
O sistema de saúde, educação e segurança (outras heranças maoístas), garantem a satisfação, ou pelo menos, o conformismo dos chineses rurais (80% da população). È como se todas as coisas boas deixadas pelo socialismo fossem mantidas e as ruins, fossem alteradas de acordo com a lógica de mercado. Outra característica fundamental é a religião-filosofia confucionista, que molda desde conceitos religiosos, até morais e éticos chineses, criando uma cultura do coletivo e do trabalho para o bem da nação. Esses ideais Han estão sendo transmitidos (a força ou não) aos chineses não Han de forma bastante incisiva.
Não adianta as “estrelas” ocidentais protestarem pela libertação do Tibete, daqui a algumas décadas, não existirão mais tibetanos, mas chineses de origem tibetana e eles terão ascensão política e econômica, que não vão se importar em ser chineses. A diplomacia chinesa não conquista territórios, os compra, mas deixando os antigos “donos” serem acionistas minoritários, o que é uma vantagem para um povo, pois melhor ganhar pouco do que nada.
O nosso problema é querer ver a China de acordo com nossos conceitos culturais e históricos. Ao nos revoltarmos com a censura chinesa ao Google, estamos ao mesmo tempo, certos e errados. Porque acreditamos que devemos exportar nossos valores morais para o mundo e fazer destes, valores éticos. Pergunte a alguém miserável se ele prefere ter acesso a um sistema de saúde e educacão de qualidade ou direito a assistir televisão e ler jornais? Há prioridades mais prioritárias e à medida que essas prioridades são supridas, surgem outras e assim segue. Não defendo a censura, mas em um países com desigualdades abissais como a China e nosso , é difícil definir quais são as prioridades de cada individuo. Alguns chineses sentem necessidade de livre acesso a informação, mas para outros, isso está tão longe de suas ambições que, chega a ser desumano.
Para concluir, leiam se possível, várias opiniões acerca deste tema e procure você mesmo chegar a uma consideração, mas não tente chegar a uma conclusão. Isso é impossível. Acreditem em mim, a dúvida é muito mais inspiradora que a certeza. È preferível à dúvida coletiva a certeza particular.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Mais mapas interessantes
Um cartograma que utiliza o mapa dos Estados Unidos como se fosse um sistema circulatório com o objetivo de mostrar o quanto é importante a reforma do sistema de saúde para os estadunidenses
Quais são os países com o maior consumo de vinho tinto per capita do mundo
E quem disse que não existem teorias panlusitanas?
Como os ingleses veem o mundo?
Comparação territorial entre algumas das principais cidades do mundo
Mais no site www.strangemaps.wordpress.com
Quais são os países com o maior consumo de vinho tinto per capita do mundo
E quem disse que não existem teorias panlusitanas?
Como os ingleses veem o mundo?
Comparação territorial entre algumas das principais cidades do mundo
Mais no site www.strangemaps.wordpress.com
Meu vício no site Strange maps
Bem, devo assumir meu vício e admiração pelo site www.strangemaps.wordspress.com. È um site que mapeia tudo, de pessoas a objetos. Além disso, disponibiliza mapas históricos que, além de serem obras primas, são representações culturais de povos e suas maneiras de enxergar e avaliar o mundo.
Por exemplo: Quando os estadunidenses não entendem uma língua, eles dizem que a pessoa está falando grego para ela. Partindo desse argumento, eles elaboraram um fluxograma que demonstra para outros povos as línguas ininteligíveis e qual a analogia que os mesmos fazem com uma determinada linguagem. Eis a seguir o referido fluxograma:
Outro exemplo é o seguinte argumento: E se a Alemanha não existisse? Eis o mapa
Como os franceses enxergam o mundo?
Como na prática é o Estado palestino? Um arquipélago no meio do mar de areia
Recomendo o site para que possamos refletir e principalmente observar como os mapas contam histórias e são essenciais para entendermos o mundo em que vivemos
Acessem: strangemaps.wordpress.com
Por exemplo: Quando os estadunidenses não entendem uma língua, eles dizem que a pessoa está falando grego para ela. Partindo desse argumento, eles elaboraram um fluxograma que demonstra para outros povos as línguas ininteligíveis e qual a analogia que os mesmos fazem com uma determinada linguagem. Eis a seguir o referido fluxograma:
Outro exemplo é o seguinte argumento: E se a Alemanha não existisse? Eis o mapa
Como os franceses enxergam o mundo?
Como na prática é o Estado palestino? Um arquipélago no meio do mar de areia
Recomendo o site para que possamos refletir e principalmente observar como os mapas contam histórias e são essenciais para entendermos o mundo em que vivemos
Acessem: strangemaps.wordpress.com
segunda-feira, 8 de março de 2010
Os racistas são os outros. A polêmica das cotas raciais e a hipocrisia alheia.
Não sou fã de Jean Paul Sartre. O filósofo francês sempre privilegiou a História como ciência, negligenciando a Geografia. Mas ele dizia que “o inferno são os outros” e essa frase se encaixa como uma luva em relação ao debate sobre as cotas raciais em universidades.
Durante a semana passada, muito se falou, mas pouco se refletiu sobre as cotas para negros em universidades públicas. A discussão ficou restrita ao passado, mas a um passado subjetivo. Se os negros foram molestados ou mantinham relações consensuais com os colonizadores não sei dizer, talvez ambos, mas em minha opinião, isso é perfumaria. Refletir o passado para não cometer os mesmos erros no presente é o clichê da história que ambos os lados parecem ter se esquecido.
Engraçado, mas o racista sempre é o outro. Há opiniões enfadonhas para não dizer patéticas sobre a escravidão no Brasil. Os radicais do movimento negro chegam a refutar gênios acadêmicos como Gilberto Freire e Joaquim Nabuco, pelo que ambos publicaram sobre a relação entre colonizado e colonizador, mesmo sabendo que o que foi dito é verdadeiro.
Já outros defensores da “tradicional elite branca do país” dizem que as cotas raciais irão fomentar os conflitos étnicos, que há muito tempo, não ocorrem no país.
A democracia é uma benção. A mesma permite que opiniões e pontos de vista sejam explicitados, mesmo que as pessoas que o fazem não tenham a mínima idéia do que estão dizendo.
Sabemos que o racismo é o principal ídolo do nacionalismo e tem suas raízes lá no historicamente distante Paleolítico. Hoje, é o principal combustível das teorias da conspiração e das teses reacionárias.
Mas, ao criar cotas raciais na Universidade, estamos estabelecendo uma política racista e discriminatória. Os “especialistas” dizem que é uma discriminação positiva. Mas, então temos um paradoxo. Mas, se é uma discriminação, como pode ser positiva?
Por outro lado, é claro que os pobres (em especial os negros pobres) têm uma participação muito menor nas universidades públicas e que isso deve ser de certa forma, combatido.
É um assunto complexo demais para ser tratado como um maniqueísmo ou como uma briga entre “raças”. Se realmente quisermos discutir e criar políticas públicas afirmativas sejam elas quais forem, devemos primeiramente olhar para nós mesmos.
Devemos reavaliar nossos racismos e nossas visões de mundo. Nossos preconceitos e evitar nossas discriminações.
Se esse país quer ser levado a sério, deve aprender a analisar o seu passado, mas com um prisma voltado para o presente, ou seja, discutir aquilo que for realmente importante para evitar que os erros sejam repetidos e os acertos sejam mantidos ou não.
Para terminar deixo um trecho da Música “Amazing” do Aerosmith, em homenagem ao retorno desta grande banda.
“Talvez a luz no fim do túnel seja você”
Durante a semana passada, muito se falou, mas pouco se refletiu sobre as cotas para negros em universidades públicas. A discussão ficou restrita ao passado, mas a um passado subjetivo. Se os negros foram molestados ou mantinham relações consensuais com os colonizadores não sei dizer, talvez ambos, mas em minha opinião, isso é perfumaria. Refletir o passado para não cometer os mesmos erros no presente é o clichê da história que ambos os lados parecem ter se esquecido.
Engraçado, mas o racista sempre é o outro. Há opiniões enfadonhas para não dizer patéticas sobre a escravidão no Brasil. Os radicais do movimento negro chegam a refutar gênios acadêmicos como Gilberto Freire e Joaquim Nabuco, pelo que ambos publicaram sobre a relação entre colonizado e colonizador, mesmo sabendo que o que foi dito é verdadeiro.
Já outros defensores da “tradicional elite branca do país” dizem que as cotas raciais irão fomentar os conflitos étnicos, que há muito tempo, não ocorrem no país.
A democracia é uma benção. A mesma permite que opiniões e pontos de vista sejam explicitados, mesmo que as pessoas que o fazem não tenham a mínima idéia do que estão dizendo.
Sabemos que o racismo é o principal ídolo do nacionalismo e tem suas raízes lá no historicamente distante Paleolítico. Hoje, é o principal combustível das teorias da conspiração e das teses reacionárias.
Mas, ao criar cotas raciais na Universidade, estamos estabelecendo uma política racista e discriminatória. Os “especialistas” dizem que é uma discriminação positiva. Mas, então temos um paradoxo. Mas, se é uma discriminação, como pode ser positiva?
Por outro lado, é claro que os pobres (em especial os negros pobres) têm uma participação muito menor nas universidades públicas e que isso deve ser de certa forma, combatido.
É um assunto complexo demais para ser tratado como um maniqueísmo ou como uma briga entre “raças”. Se realmente quisermos discutir e criar políticas públicas afirmativas sejam elas quais forem, devemos primeiramente olhar para nós mesmos.
Devemos reavaliar nossos racismos e nossas visões de mundo. Nossos preconceitos e evitar nossas discriminações.
Se esse país quer ser levado a sério, deve aprender a analisar o seu passado, mas com um prisma voltado para o presente, ou seja, discutir aquilo que for realmente importante para evitar que os erros sejam repetidos e os acertos sejam mantidos ou não.
Para terminar deixo um trecho da Música “Amazing” do Aerosmith, em homenagem ao retorno desta grande banda.
“Talvez a luz no fim do túnel seja você”
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Um clássico do Richie Kotzen
Eis uma música maravilhosa do genial Richie kotzen sobre o amor. Dedico a minha querida e amada Talita!!
A Woman & A Man | Um Homem E Uma Mulher |
| The light is dime, her pulse is racing | A luz é uma moeda, a pulsação dela esta correndo |
| Her eyes meet his, no need for spoken words | os olhos dela encontram os dele, não precisam de palavaras |
| The night is young, people are laughing | A noite é uma criança, pessoas estão rindo |
| And in the corner a new love is happening | E em algum canto, um novo amor está acontecendo |
| Everyone wants one thing money can't buy | Todo mundo quer uma coisa que o dinheiro não pode comprar |
| Love won't come from working your day job | O amor não virá de um dia de trabalho |
| And no criminal or rich man can beg, steal or borrow | e nenhum homem criminoso ou rico pode suplicar, roubar ou emprestar |
| The love between a woman and a man | o Amor entre uma mulher e um homem |
| He takes her hand as they dance to their song | Ele pega a mão dela conforme eles dançam |
| She whispers to him "I been waited so long " | ela sussura pra ele "Eu esperei por muito tempo" |
| Everyone wants one thing money can't buy | Todo mundo quer uma coisa que o dinheiro não pode comprar |
| Love won't come from working your day job | O amor não virá de um dia de trabalho |
| And no criminal or rich man can beg, steal or borrow | e nenhum homem criminoso ou rico pode suplicar, roubar ou emprestar |
| The love between a woman and a man | o Amor entre uma mulher e um homem |
| There's nothing true love won't bring you | Não há nada que o amor verdadeiro não lhe trará |
| Two hearts as one is what we're craving | Dois corações como um é o que nós desejamos fazer |
| To make it baby | |
| Everyone wants one thing money can't buy | Todo mundo quer uma coisa que o dinheiro não pode comprar |
| Love won't come from working your day job | O amor não virá de um dia de trabalho |
| And no criminal or rich man can beg, steal or borrow | e nenhum homem criminoso ou rico pode suplicar, roubar ou emprestar |
| The love between a woman and a man | o Amor entre uma mulher e um homem |
| Everyone wants one thing money can't buy | Todo mundo quer uma coisa que o dinheiro não pode comprar |
| Love won't come from working your day job | O amor não virá de um dia de trabalho |
| And no criminal or rich man can beg, steal or borrow | e nenhum homem criminoso ou rico pode suplicar, roubar ou emprestar |
| The love between a woman and a man | o Amor entre uma mulher e um homem |
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
7 passos para fazer sucesso com uma musica de axé
Como Fazer uma música de Axé
Para criar uma música de axé que alcance certo sucesso, é preciso seguir rigorosamente os passos que seguem a seguir:
1- Tem de haver referências à Bahia, em especial, a sua capital, Salvador. Além, claro, dos pontos turísticos soteropolitanos, como por exemplo, o Farol da Barra, Praça Castro Alves e o preferido dos “axereiros”, o Pelourinho, ou melhor, a sua contração nominal, Pelô.
2- As músicas também tem de ter coros onomatopéicos, em especial vocálicos, como OOOOOO ou EEEEE ou até mesmo, a mescla de vogais como OIIIEEEE ou AaaaEEEEEE.
3- Não se preocupe com a melodia ou ritmo das músicas. São sempre os mesmos acordes e andamentos e fique tranqüilo, pois não irão te processar por plágio, por dois contundentes motivos: Primeiro, existe um corporativismo baiano e segundo, eles não sabem realmente quem foi o primeiro a criar esses ritmos e melodias, portanto, é possível que o denunciante por plágio, acabe sendo considerado culpado pela mesma acusação.
4- Invente uma coreografia que acompanhe a música, pois assim, as pessoas não irão prestar atenção no que é dito pela música por estarem ocupados demais nos passos e gestos da coreografia.
5- Se você montar uma banda de Axé e for um homem, sempre exiba uma guitarra, mesmo que você não saiba tocar, pois o som da mesma dificilmente é audível. Agora se você é uma mulher, é necessariamente que você tenha um tom de voz muito parecido com o da Musa dos baianos. Refiro-me a Ivete Sangalo. Caso não tenha um tom de voz parecido com a referida cantora, procure ser alguém que use figurinos ligados aos das religiões afro-brasileiras e insira no meio das canções, trechos ligados a essas religiões.
6- Insira sem dó nem piedade palavras como festa, mulher, praia, ou seja, palavras que se refiram a situações de alegria, êxtase e gozo. Nada de coisas tristes ou temas sociais
7- Seja ou procure se tornar amigo de pessoas influentes no meio do axé, como por exemplo, Preta Gil. Eu sei que você pode até ódia-la, mas procure estar próxima dela e demonstre ser amigo da mesma. Ela tem contatos fortes na mídia fonográfica e você se dará bem.
Para criar uma música de axé que alcance certo sucesso, é preciso seguir rigorosamente os passos que seguem a seguir:
1- Tem de haver referências à Bahia, em especial, a sua capital, Salvador. Além, claro, dos pontos turísticos soteropolitanos, como por exemplo, o Farol da Barra, Praça Castro Alves e o preferido dos “axereiros”, o Pelourinho, ou melhor, a sua contração nominal, Pelô.
2- As músicas também tem de ter coros onomatopéicos, em especial vocálicos, como OOOOOO ou EEEEE ou até mesmo, a mescla de vogais como OIIIEEEE ou AaaaEEEEEE.
3- Não se preocupe com a melodia ou ritmo das músicas. São sempre os mesmos acordes e andamentos e fique tranqüilo, pois não irão te processar por plágio, por dois contundentes motivos: Primeiro, existe um corporativismo baiano e segundo, eles não sabem realmente quem foi o primeiro a criar esses ritmos e melodias, portanto, é possível que o denunciante por plágio, acabe sendo considerado culpado pela mesma acusação.
4- Invente uma coreografia que acompanhe a música, pois assim, as pessoas não irão prestar atenção no que é dito pela música por estarem ocupados demais nos passos e gestos da coreografia.
5- Se você montar uma banda de Axé e for um homem, sempre exiba uma guitarra, mesmo que você não saiba tocar, pois o som da mesma dificilmente é audível. Agora se você é uma mulher, é necessariamente que você tenha um tom de voz muito parecido com o da Musa dos baianos. Refiro-me a Ivete Sangalo. Caso não tenha um tom de voz parecido com a referida cantora, procure ser alguém que use figurinos ligados aos das religiões afro-brasileiras e insira no meio das canções, trechos ligados a essas religiões.
6- Insira sem dó nem piedade palavras como festa, mulher, praia, ou seja, palavras que se refiram a situações de alegria, êxtase e gozo. Nada de coisas tristes ou temas sociais
7- Seja ou procure se tornar amigo de pessoas influentes no meio do axé, como por exemplo, Preta Gil. Eu sei que você pode até ódia-la, mas procure estar próxima dela e demonstre ser amigo da mesma. Ela tem contatos fortes na mídia fonográfica e você se dará bem.
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